Augusto dos Anjos revisitado

Encerramos o mês anjosiano, quando homenageamos o patrono da Academia Leopoldinense de Letras e Artes, trazendo comentários sobre o livro Toda Poesia de Augusto dos Anjos, vídeo publicado no canalromeuejulieta em maio de 2016.


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Oco Domingo, poesia finalista no XXV Concurso Nacional de Poesias Augusto dos Anjos

 

OCO DOMINGO

Autor: Carlos Uitalo dos Santos
Castro (Salvador/BA)
Pseudônimo: Witalo Wonka
Intérprete: o autor

A casa vazia,

Os discos no chão,

O vento na fresta

E a alma na mão…

Que tarde sem gosto

E as horas não passam!

Pirraçam ponteiros,

Ponteiros pirraçam…

Que tarde vazia!

Meu corpo no chão,

Reparo na festa

Que faz Solidão.

O tempo indisposto

E as horas não passam!

Pirraçam ponteiros,

Ponteiros pirraçam…

Que tarde vazia!

Arroz e feijão…

Um copo pretende

Me dar ilusão

– Que o vinho é sem gosto

E as horas não passam! –

Pirraçam ponteiros,

Ponteiros pirraçam!

Lá fora irradia

Um sol de verão,

Cá dentro um deserto

Se fez cada vão.

Me rendo ao desgosto,

Se as horas não passam:

“- Me façam ponteiros,

Ponteiros me façam!”

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Sacos de Lixo, poesia finalista do XXV Concurso Nacional de Poesias Augusto dos Anjos

SACOS DE LIXO

Autor: Carlos Ricardo de Oliveira
(Juiz de Fora/MG)
Pseudônimo: Tigre da Ásia
Intérprete: Christoff Silva
A escuridão manchava as nuvens
de negro piche
e embaixo machucava o chão
de preto breu.
Não era escuridão total
qual paredão
murando e pondo na prisão
o pouco olhar
do derradeiro transeunte
que ali passasse
passos cansados seus de um dia
já bem passado.
Não era escuridão maior
como carvão
que alguns borrifos das estrelas
vivas no céu
e um tosco chuviscar de lua
já bem minguante
molhavam a mortiça rua
de alguma luz.
Sem sono um vento bem teimoso
arrepiante
ia raspando nas paredes
os seus ruídos.
Ia sozinho assobiando
todo embrulhado
em rotos trapos de neblina
toda esgarçada.
Portas, janelas bem trancadas
cheias de medo
guardando dentro mil segredos
dos moradores
um quê conferem de soturno
ao ambiente
do beco envolto por noturnos
sem melodia.
Naquela fria noite eu sigo
vou solitário
e adiante vejo amontoados
sem nitidez
sacos de lixo – deformados
no chão jogados.
Porém mais próximo chegando
sem querer ver
vejo que na calçada os sacos
ali deixados
de lixo? Não! São de crianças
adormecidas
sonhando com anjos e fadas
enquanto a noite
lenta e calma segue a esperar
um novo dia
que vai raiar sem ter crianças

jogadas – lixo – pelas calçadas 

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Horas Mortas, 4º lugar do Concurso Nacional de Poesias Augusto dos Anjos

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4º lugar – Poesia

3º lugar – Intérprete

HORAS MORTAS

Autor: Aloísio Ferreira de Araújo
(São Paulo/SP)
Pseudônimo: Saturnino Domênico
Intérprete: o autor
Silêncio, sombras vis do meu passado,
Demônios, corpos secos retorcidos,
Que à beira de um sepulcro abandonado,
Padeço, entre soluços e gemidos.
Furor e fé rastejam lado a lado,
Nas gretas dos meus lábios ressequidos,
E aos berros, feito um deus desesperado,
Enterro o mundo todo em meus ouvidos.
Se as horas mortas gemem triunfantes,
Ao som de sinfonia delirantes,
Tomara um novo dia nunca nasça.
Não vale a pena estar e ser no mundo,
Que a morte é o sono eterno mais profundo,
E a vida é o monumento da desgraça.



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Augusto dos Anjos segundo Júlio Caboclo

Há 93 anos a Revista Fon-Fon publicou a seguinte matéria de Julio Caboclo pela passagem do nono aniversário de morte de Augusto dos Anjos.
CABOCLO, Julio Ferreira. Augusto dos Anjos: no nono aniversário de sua morte. Revista Fon-Fon, Rio de Janeiro, 24 nov 1923 ed. 47, p.85-87.

CABOCLO, Julio Ferreira. Augusto dos Anjos: no nono aniversário de sua morte. Revista Fon-Fon, Rio de Janeiro, 24 nov 1923 ed. 47, p.85-87.

Este texto, divulgado[1] na Semana Anjosiana de 2014, é mais uma das fontes que compõem o acervo da Academia Leopoldinense de Letras e Artes, obtidas em pesquisa dos acadêmicos  Luja Machado e Nilza Cantoni no acervo da Biblioteca Nacional. 
————
[1] MACHADO, Luja e CANTONI, Nilza. Augusto dos Anjos visto por alguns biógrafos e pensadores. Ensaio. Leopoldina, 2014, 37f, Centenário de Morte de Augusto dos Anjos

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Melhor Intérprete do 25º Concurso Nacional de Poesias Augusto dos Anjos

1º lugar – Intérprete

VERDADES ANÁLOGAS

Autora: Jeane Gislon de Menezes
(Rio Grande/RN)
Pseudônimo: Allived
Intérprete: Christiane Ribeiro
Quando caminhares sobre o céu de veludo
E Pontilhar de esperanças teus caminhos,
Quando distribuíres sorrisos em bonança,
E amares de amor à temperança;
Quando engolires a angústia desmedida,
E transpirares a felicidade aguerrida,
Quando alcançares as estrelas coloridas;
E conseguires desejar da água insípida,
Verás que o impossível é controverso;
E declamarás versos,
Assim como velhas cantigas;
Florescerá em teu cerne a razão,
Tomarás posse do teu chão e,
Então acenderás;
Sob a pequenez centelha do ter,
E tal modo, perceberás;
Que o anoitecer é apenas um detalhe,
O amanhecer só um entalhe;

Na inteira completude do ser! 

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Sapé reinaugurou o Memorial Augusto dos Anjos

Cerimônia realizada em abril de 2016, na cidade natal de Augusto dos Anjos, é aqui republicada no curso das homenagens prestadas pela Academia Leopoldinense de Letras e Artes ao seu patrono, falecido em Leopoldina no dia 12 de novembro de 1914.

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