Mauro Almeida, notário e genealogista

No dia 29 de dezembro de 1915 nasceu, em Barbacena, o memorialista Mauro de Almeida Pereira, falecido em Leopoldina aos 21 de junho de 2001. É patrono da Cadeira nº 10 da Academia Leopoldinense de Letras e Artes. Leia mais…

from Blogger http://ift.tt/2hrzE6E
via IFTTT

Anúncios

Mauro Almeida, notário e genealogista

No dia 29 de dezembro de 1915 nasceu, em Barbacena, o memorialista Mauro de Almeida Pereira, falecido em Leopoldina aos 21 de junho de 2001. É patrono da Cadeira nº 10 da Academia Leopoldinense de Letras e Artes. Leia mais…

Grande Sertão: Veredas, um trecho na voz de Maria Bethânia

Com este trecho de Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa, narrado por Maria Bethânia, convidamos a todos para a reunião dos Círculos de Leitura do próximo dia 7 de fevereiro, às 19 horas, no Centro Cultural Mauro de Almeida Pereira.

from Blogger http://ift.tt/2hrK1MD
via IFTTT

2º lugar em interpretação na final do XXV Concurso de Poesias Augusto dos Anjos

Apresentação no dia 11 de novembro de 2016, no Museu Espaço dos Anjos, em Leopoldina, MG

2º lugar – Intérprete

PATÉTICO, SUBLIME POETA

Autora: Karla Celene Campos
(Montes Claros/MG)
Pseudônimo: Ângela
Intérprete: Willens Douglas
Lâmina.
Espinho. Pedra.
Quem pode
definir um homem?
Qual é a
definição de um poeta?
Anulação.
Aniquilamento. Decomposição.
Quanto tempo dura
um homem?
Qual a
duração de um poeta?
Pau D’ Arco.
Rio de Janeiro. Leopoldina.
Quem pode
limitar espaços,
Se a obra
rompe cenários,
Se a obra
jamais termina?
Simbolista.
Expressionista.
Pré-modernista.
Parnasiano.
Em que
período se insere um artista
Nitidamente
contemporâneo?
Ceticismo.
Abismos. Ascos.
Quem não
vivencia
A antítese da
utopia
Nesta terra
de homens putrefatos?
Atualíssima é
a angústia, sublime Poeta,
Na podridão
dos dias que são os nossos,
Na falta de
sentido de todos os dias,
Na distopia
pós-moderna.
Sua agressão
é nossa arma
Poética,
Patético
Poeta,
Patrono de
outros esdrúxulos que vieram
E que insanos
escarram nas repugnâncias
E se aliviam
No delírio
febril da poesia…
Vês? Ninguém
considerou teu enterro
O fim da
última quimera
Mais do que
elementos químicos brotaram
Do teu não
definitivo sono.
Permaneces.
A lâmina que
fere é a mesma que molda.
A pedra que
apedreja é a mesma que constrói.
O espinho que
espeta é o que nos faz espertos.
Vês? Ninguém
considerou teu enterro
O fim da
última quimera.
Poesia
engendra fruto,
Augusto.
Patético.
Sublime.
Esdrúxulo.
Poeta.

from Blogger http://ift.tt/2hQmKAx
via IFTTT

Exílio, 5º lugar no 25º Concurso de Poesias Augusto dos Anjos

Apresentação no dia 11 de novembro de 2016, no Museu Espaço dos Anjos, em Leopoldina, MG.

5º lugar – Poesia

EXÍLIO

Autor: Antônio Roberto de Carvalho
(São Paulo/SP)
Pseudônimo: Faroleiro
Intérprete: Amanda Ferraz
Meus olhos são faróis sempre voltados
para o horizonte, além daqueles dunas
onde sombras de seres exilados
                                   navegam
em escunas.
Incautos, seguem sobre a rebeldia
do mar que os arremessa a canto algum,
rompendo os laços do que foi um dia
                        o lar
de cada um.
Ancoradouros de esperanças mortas,
dilaceradas pela intolerância
que abre do inferno as insondáveis portas
                        com
as chaves da ganância.
Subjugados pelos dissabores,
vagam a esmo, a espreitar o entorno,
velando o fel das incontidas dores
                        de
não haver retorno.
A mão que mata não semeia flores,
nem se comove com a desgraça alheia;
promove guerras, patrocina horrores…
                        Com
que se banqueteia.
Houve um tempo de risos e certezas;
de pessoas vivendo em liberdade,
mas os pilares dessas fortalezas
                        não
eram de verdade.
Resta o consolo de saber que a vida
não é somente um manancial de dor;
que há de vencer a fúria genocida

                        o
fraternal amor! 

from Blogger http://ift.tt/2hr08ZJ
via IFTTT

3ª colocada no XXV Concurso de Poesias Augusto dos Anjos

Apresentação do dia 11 de novembro de 2016, no Museu Espaço dos Anjos, em Leopoldina, MG

3º lugar – Poesia

AUGUSTO CADÁVER

Autor: Gilberto Cardoso dos Santos
(Santa Cruz/RN)
Pseudônimo: Amor Tecido
Intérprete: Fabrício Manca
Augusto
dos Anjos, poeta da morte,
Tão
jovem no leito sem vida jazia
Morreu
atacado por pneumonia
Entregue
ao destino que temos por sorte.
Um
mal invisível mostrou-se mais forte
Impondo
ao corpo feroz morbidez
Tirou-lhe
do ser qualquer altivez
Trazendo
à mente cruel prostração
Começa
a maldita decomposição
Que
prova a verdade dos versos que fez.
De
onde vieram os versos cortantes
De
góticas vestes sonoras vestidos,
Bonitos
e tristes, amados, temidos,
Quais
blocos de gelo no mar flutuantes?
Estrofes
perfeitas e aterrorizantes
Nasceram
do corpo que agora é velado
O
golpe maldito enfim foi-lhe dado
A
massa encefálica perdeu a batalha

resta o lamento e pôr a mortalha
Naquele
que em vida se viu sepultado.
Se
ele pudesse agora se ver
Cadáver
em princípio de putrefação
O
que comporia perante a visão
Do
fim absurdo de seu próprio ser?
Talvez
que viesse a se exceder
E
em póstumos versos melhor descrevesse
O
drama que expôs; bem mais entendesse
A
dura verdade que poetizou
E
aos favos de fel que armazenou
Com
lúgubre gozo quem sabe sorvesse.
Com
olhar de abutre em vida se via
À
espera do instante do último alento
A
perenidade de cada elemento
O
punha em constante e íntima agonia
O
sol do otimismo não o atraía
No
vale da sombra da morte ficou
O
que haveria de ser afetou
A
filosofia do ser transitório
Vivia
à espera do próprio velório
Com
apática certeza seu afim aguardou.
Em
breve os vermes na exuberância
Da
carne sem vida, augusto banquete,
Tal
como crianças lambendo sorvete
Irão
deleitar-se sem repugnância
O
ecossistema com certa elegância
O
magro cadáver irá decompor
Quem
sabe na pétala de fúnebre flor
No
vivo tapete que venha a nascer
Augusto
inspire alguém a dizer

Que o mundo é estranho, mas encantador.  

from Blogger http://ift.tt/2hIU28c
via IFTTT

Cicatriz, poesia finalista no XXV Concurso de Poesias Augusto dos Anjos

Apresentação do dia 11 de novembro de 2016, no Museu Espaço dos Anjos, em Leopoldina, MG

CICATRIZ

Autor: Matusalém Dias de Moura
(Vitória/ES)
Pseudônimo: João Pureza
Intérprete: Josué Oliveira
Foi puro e foi bonito o nosso amor;
fez-me sonhar, tomado de alegria,
mas, de repente, entrou em agonia
e, logo, perdeu todo o seu calor,
deixando minha vida sem sabor
e sem aquela ingênua fantasia
que, agora, na malvada nostalgia,
vem-me, sorrindo, cheia de fulgor.
Ao relembrar aquele amor vivido
nos dias do passado mais querido,
Sinto fincar-me o espinho da saudade
do tempo em que, confesso, fui feliz
e que deixou em mim a cicatriz
desse amor que foi todo intensidade. 

from Blogger http://ift.tt/2gZnN0o
via IFTTT

Clandestino, poesia finalista no XXV Concurso de Poesias Augusto dos Anjos

Apresentação no Museu Espaço dos Anjos, em Leopoldina, MG, dia 11 de novembro de 2016

CLANDESTINO

Autora: Zenilde Rodrigues Soares
(Belém/PA)
Pseudônimo: Icamiaba
Intérprete: Amanda Ferraz
Muito antes da tua chegada
Tu já estás aqui comigo
Porque sei de tuas vindas
Ainda que calada
Seja a tua boca.
Sei do teu estro desgovernado
Amarrado
Nas linhas das minhas mãos
Teu corpo suado sobre o meu coração.
Amor de era e de hora
Amor de agora
Da ternura fugaz e itinerante
Retirante das candentes madrugadas.
Tua fome me consome
Com a volúpia indomada dos navegantes
Seca a fonte do meu cio
Represado em mananciais de solidões.
Depois abandonas a tua pele
No remanso sonolento da luxúria
E partes silencioso
Enquanto o prazer não cessa de doer
Em mim.
Tu foges para paisagens de esquecimento
Deixando apenas as marcas das tuas pegadas

Gravadas em silêncios fatiados.

from Blogger http://ift.tt/2hoGYSm
via IFTTT

Colheita, poesia finalista no XXV Concurso de Poesias Augusto dos Anjos

Apresentação realizada no dia 11 de novembro de 2016, no Museu Espaço dos Anjos, em Leopoldina, MG

COLHEITA

Autora: Helenise de Mello Bisaggio
(Juiz de Fora/MG)
Pseudônimo: Lustral
Intérprete: a autora
Debaixo dos galhos retorcidos.
Difícil parturição!
Mãe despeja germe humano.
Na terra tórrida do sertão.
“- Pai, manda chuva!”
Todo ano era assim:
– A seca, a desgraça, o aborto…
“- Virgem Mãe, manda chuva!”
“- Vingou! Dessa vez vingou, em um sequinho corpo!”
“Kara Wã! Kara Wã, esse nome vai chamar.”
Vai precisar de resistência.
Vai ter muito o que rezar.
É o terço na mão, joelho no chão, penitência…
Cresce Kara Wã naquele Torrão natal.
Semeando grãos nas areias do torpor.
Regando dia-a-dia com lágrimas do coração.
Colhendo depravação, pungência, dor.
Na mesmice de sangrar todo mês.
Sem nenhuma ararinha a fazer ninho em sua cabeça.
E no meio daquela escassez, o destino…
O destino empurrava-lhe o mesmo enredo da mãe, até que o
                                               mesmo
aconteça.
“-Pai do Céu me socorre!”
O grito de gozo escoava.
Escarranchada debaixo da umburana.
Ali, a um chegado parente se entregava.
Sem parecença. Em condição subumana.
Da pele vermelha como folhas no caroá.
Frita de sol, ferida pelos espinhos em tão tenra idade.
Com a mesma saga da mãe.
Enterra na terra seca, os frutos da mocidade.
Útero, quase sempre, é colheita certeira!
Naquele lugar, única terra que semente medrava.
Kara Wã! Fertilidade no infortúnio.

A colheita de muita mulher brasileira.

from Blogger http://ift.tt/2h4wLMB
via IFTTT