Augusto de Lima, jurista e poeta

Antonio Augusto de Lima viveu em Leopoldina onde foi Juiz Municipal. É patrono da Cadeira nº 18 da Academia Leopoldinense de Letras e Artes.


Templo Cultural Delfos: Augusto de Lima – o poeta: Augusto de Lima – fonte: ABL Antonio Augusto de Lima , poeta, magistrado e político, nasceu em Congonhas de Sabará [hoje Nova Lima], MG,…

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Podcast literário: O Meu Pé de Laranja Lima

Publicado em 1 de abr de 2017Rádio Poeta – http://ift.tt/2o2MvEC
A Rádio Poeta tem o orgulho de apresentar o primeiro capítulo do Programa Literário “O Meu Pé de Laranja Lima”, livro de José Mauro de Vasconcelos. O programa será dividido em duas partes: a primeira composta por 5 Podcasts e a segunda com 9 Podcasts Literários, seguindo os capítulos da primeira edição do livro.
O programa, ainda em fase realização, pretende difundir esta importante obra da literatura brasileira. Pelo formato de Podcast Literário, esperamos alcançar diferentes públicos e gerações para a apreciação deste livro atemporal.
O segundo capítulo sairá nas próximas semanas! Acompanhe o blog e siga nossas redes sociais para receber atualizações.
Edição e narração: Alan Villela
Músicas: Avè libertas (Aurora Luminosa: música brasileira no alvorecer do séc. XX), de Leopoldo Miguez. / Werther (Aurora Luminosa: música brasileira no alvorecer do séc. XX), de Alexandre Levy. / Casinha da Colina de FRANCISCO PETRÔNIO DILERMANDO REIS.
Rádio Poeta ~ Podcasts Literários

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Sonhar, acreditar e construir possibilidades

Relato de Experiência 
pela acadêmica Ana Cristina Miranda Fajardo

 “Educar para além dos muros
da escola”. Esse sempre foi o meu propósito como educadora. Acredito numa
educação que ultrapasse o ambiente escolar. Partindo desse princípio, a E E
Justiniano Fonseca [distrito de Tebas, Leopoldina, MG] inscreveu-se em todas as edições da OLP – Olimpíada de Língua Portuguesa: Escrevendo o Futuro.
Nas três últimas, vibramos com a classificação de nossos alunos na etapa
municipal, respectivamente, memória literária, poema e agora, poema e crônica.

Sonhos são sonhos! Cada um tem os
seus… Sempre sonhei – e venho trabalhando incansavelmente para isso – em ver
um aluno classificado para a etapa regional. Vivenciar a participação nas
oficinas, aprofundar conhecimentos, dividir experiências com educadores de todo
o Brasil, enfim, respirar diversidade. É chegado o momento da concretização
desse sonho. Não cabem no peito a felicidade e a ansiedade.
Apesar de a OLP ser bienal,
incluo-a em meu planejamento anual. Motivo a participação dos alunos, usando como
estratégia a apresentação dos textos de nossos alunos vencedores nas edições
anteriores.
Segundo Fernando Sabino,
“crônica é tudo o que o autor chama de crônica.” Como definir esse
gênero então? Como ensiná-lo como um gênero único? Na E E Justiniano Fonseca, o
trabalho com a crônica inicia-se no sétimo ano. Nessa etapa escolar, é
trabalhada a crônica narrativa. Provavelmente, por esse motivo, os alunos
costumam confundi-la com conto. No nono ano, logo no início do ano letivo,
novamente a crônica é trabalhada, não mais somente no viés literário. Esse
momento é usado como marco oficial de nossa participação nas oficinas. Os
alunos leem, debatem, produzem vários textos que são analisados e também
discutidos em grupo.
Aproveito a sequência didática
oferecida no caderno do professor, mas não a sigo à risca, uma vez que procuro
adaptá-la à realidade dos meus alunos, oferecendo condições para que sejam
protagonistas em seu processo de aprendizagem. Dessa forma, na preparação para
a produção, este ano, segui os passos descritos a seguir.
Nosso primeiro momento foi no
laboratório de informática. Lá, apresentei a eles o Portal da Olimpíada de Língua Portuguesa e todo o material sobre o gênero crônica. Em outra oportunidade,
voltamos ao laboratório para a leitura das crônicas vencedoras nas edições
anteriores. Essa aproximação com textos reais, de vencedores de outras edições,
tranquilizou-os e motivou-os. Isso pôde ser percebido pelos comentários feitos
durante a leitura e discussões em grupo.
Outra oficina realizada foi a de
leitura da coletânea, seguida de considerações por parte dos alunos.
Instiguei-os a dizer qual mais agradou, por qual motivo e qual a relação destas
crônicas com as que foram lidas anteriormente.
O passo seguinte foi relacionado
à temática proposta. Nesse momento, entrou o olhar fotográfico. Pedi que
fechassem os olhos e mentalizassem o que motivaria uma crônica relacionada ao
lugar em que eles vivem e conhecem muito bem. Esse olhar profundo e reflexivo
foi possível, pois os alunos vivem em um pequeno distrito, onde os detalhes já
se encontram na memória. Ainda nessa dinâmica, cada um foi expondo seu olhar.
Inclui-me na dinâmica, compartilhando o meu olhar, provocando reflexões,
favorecendo o debate de ideias, a avaliação, os aprendizados mútuos e a beleza
dos pequenos e sutis detalhes que compõem um cenário coletivo, a partir de cada
olhar individual. Nessa “colcha de olhares”, a construção de crônicas foi
fecundada.
Enfim, foi chegado o momento da
primeira produção. Em ambiente propício, usando de duas horas/aulas, nós
começamos a escrever. Digo nós porque, mais uma vez, inseri-me no processo.
Também produzi uma crônica, retratando o meu olhar sobre determinada pessoa que
vejo, todos os dias, ao chegar a Tebas. Essa pessoa sempre me instigou, mas
nunca perguntara sobre ela. Só perguntei quando compartilhávamos nossos
olhares. ” Há anos trabalho no mesmo local. Há anos observo um senhor. Ele
sempre traz nas mãos um galho de bambu, o qual vai desfolhando, folha a folha,
lentamente… Quando me vê passar, faz um ‘tinindo’ e prossegue no seu ofício.
E eu? Eu prossigo para o meu.”
Após a primeira escrita, todos os
alunos apresentaram-me seus textos. Orientei cada um, tanto oralmente quanto
por escrito, discutindo as entrelinhas do texto e sugerindo mudanças e
adaptações.
Em outro momento, foi feita a
reescrita. Ao final, cada aluno leu seu texto para a turma, que mais uma vez
foi protagonista, expondo sua opinião e fazendo intervenções. Outra reescrita
foi realizada.
Como as TIC – Tecnologias da Informação e Comunicação estão, cada vez mais,
presentes no processo educativo, cada aluno digitou seu próprio texto e
enviou-o a mim, seja por e-mail, messenger ou WhatsApp. Fiz uma última
correção, encaminhei a eles e, por fim, à comissão julgadora escolar, que teve
uma tarefa árdua, com certeza, dada à qualidade das crônicas apresentadas.
Quando chegaram dois e-mails, em
24-08, com os dizeres “Parabéns! Um texto produzido em sua escola foi
selecionado!”, foi alegria em dose dupla. Pela primeira vez, dois textos
selecionados. Ficamos extasiados e ansiosos, aguardando a próxima etapa. Em 10-10, a concretização do sonho.
Novamente um e-mail com os mesmos dizeres, mas agora com a classificação para a
etapa regional. Sensação indescritível!
Como a E E Justiniano Fonseca
localiza-se em um pequeno distrito da cidade de Leopoldina, há apenas treze
alunos, na faixa etária de 14 a
15 anos, cursando o nono ano. Com certeza, esse fato propiciou a participação
da totalidade dos alunos. Segundo o aluno vencedor, “O momento em que
escrevemos as crônicas foi maravilhoso, porque, diferente de qualquer outra
olimpíada, não nos gerou nenhuma preocupação nem aquele sentimento estranho de
ansiedade. Foi tudo na maior calmaria…”
Essa conquista inédita, com
certeza, motivou todos. Daqui a dois anos, novos e mais profundos olhares
surgirão sobre o local em que vivemos. Mas, daqui para frente, nossos olhares
serão ainda mais perspicazes, porém, não menos sonhadores.

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Semana da Gibiteca

Para comemorar os 10 anos da Gibiteca da Escola Municipal Judith Lintz Guedes Machado, em Leopoldina, entre os dias 8 e 13 de maio acontecerão vários eventos. Clique nas imagens abaixo para ver a programação em tamanho maior.
Para mais informações, escreva para a Gibiteca

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Noite da Saudade na Academia Mineira de Letras

Sensibilizado por tudo o que se diz de belo, de bom e de verdadeiro, a respeito de quem motiva nossa presença aqui e agora, amparo-me no “Esto brevis et placebis” de Antônio Vieira e, simples e breve, reverencio a sacralidade deste magnífico recinto, depositário de tesouro precioso produzido e preservado por mentes brilhantes e operosas dos membros da Academia Mineira de Letras, onde, por mais de meio século, enquanto do lado de fora, movidas pelo vento da vaidade e da ambição, as pessoas falavam alto de coisas baixas, cá dentro, repito, por mais de meio século, Oiliam José falava baixo das coisas altas.
E, se é verdade que brilharão na eternidade, como as estrelas no firmamento, aqueles que ensinarem o caminho da verdade e da justiça, Oiliam José tem, hoje, assegurado, um espaço privilegiado de luz e de paz, porque verdade e justiça ele ensinou pela palavra e pela conduta. Para Oiliam José, o ato de assimilação de verdade e de justiça tornou-se um processo tão natural no seu cotidiano quanto os sentidos corporais de apreensão e percepção. Ele próprio, em “palavras iniciais” de sua obra “O Negro na Economia Mineira” enfatiza a supremacia da verdade ao afirmar que o Historiador e o Sociólogo vivem para a verdade. A verdade compõe a natureza de seu trabalho. Não é a verdade que pertence ao Historiador. É o Historiador que pertence à verdade.
Oiliam José, o advogado, professor, acadêmico, escritor polígrafo, cidadão íntegro e chefe de família dedicado, paciente e sábio, tinha sólidas convicções religiosas e era um católico de comunhão diária. E oportuno se faz lembrar aqui a afirmativa de Lacordère: “O homem manifesta sua real grandeza quando ele se põe de joelhos perante Deus”. E Oiliam devia ter os joelhos bastante calejados. E o cientista Pasteur afirmara, certa feita, que “a pouca ciência afasta de Deus. A muita ciência aproxima de Deus”. E Oiliam, sábio que era, sempre se manteve perto de Deus.
Para muitos, “sicut umbra transit vita”. Para Oiliam, não. Muitas vidas passam como a sombra sem deixar sinais de sua existência. Com Oiliam não é assim. Seu legado de cultura, simplicidade, integridade e respeito às diversidades humanas deixa-o presente, de modo exemplar e edificante, na mente de quantos o conhecemos.
Oiliam, na casa de Deus, é padrinho de meu filho. Na casa do saber, é meu Patrono. É membro honorário da Academia Leopoldinense de Letras e Artes. Convidei-o para ser meu Patrono. E ele assim reagiu: “Luiz, estou um tanto confuso. Não estou entendendo. Todo Patrono de Acadêmico é pessoa já falecida. E eu ainda estou vivo”. E eu lhe disse que Patrono é padrinho. E padrinho dá presente, mas só enquanto está vivo. E ele aceitou o convite, “ad gaudium et perpetuam vitae memoriam”, para minha satisfação e perpétua, indelével e salutar lembrança e testemunho de vida.

Manifestação do acadêmico Luiz de Mello Sobrinho, em homenagem ao patrono de sua cadeira na ALLA.

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